+ Responder ao Tópico
Resultados 1 a 22 de 22

Tópico: Assunto delicado: organização do esporte

  1. #1
    NOVATO
    Data de Ingresso
    Sep 2006
    Posts
    43
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos. 5 vez(es) em 1 post

    Padrão Assunto delicado: organização do esporte

    Eu não sei se vai fazer muito sentido, já que o artigo foi dado a um determinado portal e os direitos de copyright são dele, mas sinceramente gostaria de ouvir opiniões de verdade. É isso aqui:
    Do jogo ao esporte: o que são Federações
    Jogos, esporte e esporte moderno: colocando pontos nos i’s

    Talvez pelo benefício da maturidade, eu não me caso. Não me caso com modelos, não me caso com teorias, nem com ideologias ou religiões – nada disso. Isso evita sectarismo e cegueira. No entanto, é preciso negociar parâmetros mínimos de entendimento de termos e conceitos para que se possa dialogar com um “outro”. CONTINUA NO LINK

    http://www.atletasdobrasil.com/exibe...p?coluna_id=28

    ---------------------------------------

    Esse assunto é tão, mas tão complicado, que NINGUÉM comenta em público. Confesso que até eu, para escrever, dei mil voltas para dar a forma perfeita, precisa, concisa e indolor à tese em si, com uma longa contextualização.
    Talvez existam coisas no próprio texto que passarão batido por quem não acompanha a realidade interna dos esportes que vivem conflitos organizativos, mas tá aí. Quem quiser e puder dar uma lida e comentar, ficarei imensamente grata.

    Marilia

    PS - Se for necessário deletar o post por linkar a outro site, sem constrangimentos, entenderei perfeitamente.

  2. #2
    membro do MA Avatar de MCancer
    Data de Ingresso
    Sep 2006
    Posts
    564
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    159
    Agradecimentos: 34 vez(es) em 23 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Mais legal de tudo são as federações que pegam verba no ministério dos esportes e premiam os atletas com plaquinhas e medalhas.
    Ou os 700 milho~es pro COB bancar a dieguita hipólito e cia chorando ....

  3. #3
    NOVATO
    Data de Ingresso
    Sep 2006
    Posts
    43
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos. 5 vez(es) em 1 post

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Citação Postado originalmente por MCancer Ver Post
    Mais legal de tudo são as federações que pegam verba no ministério dos esportes e premiam os atletas com plaquinhas e medalhas.
    Ou os 700 milho~es pro COB bancar a dieguita hipólito e cia chorando ....
    Pois é... existem vários problemas complicados dentro desta questão da "governança esportiva". Ao contrário de outras formas de governança, ficou quase impossível controlar o exercício do poder por quem dele se apropria. Os estatutos são muito benevolentes e permissivos, de modo que formam-se verdadeiras dinastias nas federações. Aí rola todo tipo de arbitrariedade.
    A própria candidatura brasileira aos jogos olímpicos é algo questionadíssimo por setores que até pelo bom-senso deveriam ser ouvidos, como atletas, economistas, profissionais do esporte, e, oras bolas, os cidadãos que pagam imposto, não é mesmo?
    Essa promiscuidade com verbas públicas que você mencionou também é outro problema. Como equacionar a necessidade de apoiar o esporte e a existência destas estruturas, que são um convite à corrupção?
    Sinceramente, não tenho respostas. Ou até tenho algumas, mas são mais reflexões. Nesse momento, seria arrogante demais apresentar alguma como "resposta-ponto".
    Acho que é isso...

  4. #4
    membro do MA Avatar de CARAMELLO
    Data de Ingresso
    Jun 2005
    Posts
    616
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos: 107 vez(es) em 59 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Otimo Post!

    Qualquer Discussao Sobre Federação é Complicada
    CARAMELLO, O ORÁCULO DO POWERLIFTING!
    CONTRATE O MELHOR PERSONAL TRAINER DE BRASÍLIA!
    VISITE MEU SITE: http://supino.com.br/

    www.personaltrainerbrasilia.com.br
    www.personaldascelebridades.com.br

  5. #5
    Lyoto Machida Avatar de Cipower
    Data de Ingresso
    Jan 2005
    Posts
    2.822
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    129
    Agradecimentos: 428 vez(es) em 244 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Doutora gostei muito do texto, muito bem escrito!

    Como amador competitivo em vários esportes ao longo da vida,
    já constatei muitas resoluções e atitudes que julguei tendenciosas, para dizer o mínimo, por conta dessas tais "federações".

    Porém, creio que nas outras organizações análogas, que determinam regras sobre outros assuntos do nosso interesse, como prefeituras, governos, ordens, associações mundiais de transportes, comércio, enfim, os mais variados assuntos, o que prevalece é o interesse dos mais fortes economicamente.

    Então, apesar de ser contrário à desmandos, injustiças, absurdos, e outras mazelas que observo nos noticiários, como por exemplo do nosso compatriota medelhista de ouro olímpico perguntando para onde ia o dinheiro da natação dado pelos correios, vejo que isso ocorre em notadamente nos esportes, e notadamente no Brasil. O loiro lá só falou porque possui agora maior autonomia, ou seja, a velha "moral pra botar a boca no trombone", em termos mais rudes.

    Mas pergunto: e o nióbio por baixo da reserva da farsa da tal "Nação Ianomami"?

    Não querendo fugir do assunto, estou somente citando como os interesses dos mais fortes tomam conta da situação, seja ela qual for, isso é regra.

    Falando em rugby, um grande amigo meu e colega foi chamado para a seleção Brasileira, e teve que pagar do próprio bolso várias passagens para SP, onde foi esse fim de semana passado e retornará em fevereiro.

    Ora, pergunto, a milionária IRB repassa dinheiro ao Brasil, na pessoa jurídica da ABR, e não podem pagar a passagem de um jogador que vai concentrar-se para disputar torneio com a camisa do nosso país? Pelo que soube até o uniforme irá sair do bolso dos jogadores...

    Na minha modesta opinião, as pessoas podem se associar como quiserem, e bem entenderem. E creio que é a sua opinião pessoal também...

    O esporte de alto nível é algo milionário, as olimpíadas, a copa FIFA, a copa IRB, são os três maiores eventos esportivos do mundo, e geram muito dinheiro mesmo, e creio que onde existir maior interesse financeiro, a questão da moral e ética fica muito sujeita à consciência individual dos líderes, infelizmente. Não vejo tranparência alguma, em grandes organizações.

    Nós mesmos temos tradição nisso, como Havelange saindo do water polo para ser presidente da toda poderosa FIFA, verdadeira ONU nas questões futebolísticas. Nada contra, até pratiquei water polo, hoje não tenho interesse, mas será que ele saiu do water polo para "ajudar" o futebol, ou foi para ficar milionário?

    As Olimpíadas são um banco de negócios, quem menos interessa ali é o atleta, agora mesmo, essa palhaçada na China, um país totalitário fazendo um grande marketing institucional, querendo ser compreendido como "ocidental", ou "vejam somos como vocês", "nossos valores são iguais", e toda essa ladainha, realizando abortos a 3x4 e sem liberdade de expressão.

    Não enxergo no powerlifting grande possibilidade de união mundial, para voltar ao núcleo do assunto. Como em todos esportes, prevalecerá a organização onde for investido mais dinheiro, de forma ordenada, promovendo meets, fazendo ídolos, ligando o esporte à marcas, enfim, o velho marketing.


    Saindo de novo do assunto principal, temos que nos perguntar a MOTIVAÇÃO do atleta. Eu entendo que há um gradiente, mas polarizando, tenho a visão de dois tipos de esportista.

    1. o que pratica para próprio deleite, algo altamente pessoal, infantil, lúdico, satisfação pessoal somente pelo ato do jogo em si.

    2. o que pratica como forma de atingir uma auto imagem projetada, de querer se igualar a ídolos esportivos, enfim, um certo modo modelo de sucesso americano, mídia, grana, etc. (que penso ser a tendência de modelo dominante em todas as áreas, diga-se de passagem)

    Creio que se há algo moral e ético para uma organização esportiva fazer, é promover a primeira visão, que é a origem do esporte, do divertimento sadio, simples, desinteressado em algo que não seja a execução do esporte.
    "Everyone wanna be a bodybuilder, but dont nobody wanna lift no heavy ass weights"

    Ronnie Coleman


  6. #6
    NOVATO
    Data de Ingresso
    Sep 2006
    Posts
    43
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos. 5 vez(es) em 1 post

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Olá Cipower,
    Seu comentário é primoroso e contém tantos elementos que merece respostas separadas. Você tocou desde questões mais complexas sobre a ubiquidade de uma cultura política perversa tupiniquim, até perversidades universais, questionamentos sobre estrutura organizativa até, diria eu, algo de natureza mais existencial, humano, no esporte.
    Estou viajando e espero ter oportunidade de lhe agradecer , na forma de diálogo, na volta.
    Até lá, brigadão, beijo
    Marilia

  7. #7
    CRESCENDO Avatar de mota
    Data de Ingresso
    Aug 2007
    Posts
    77
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos: 0 vez(es) em 0 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Já deixei comentário no artigo original, mas aqui deixo outras considerações:


    Como uma proposta pessoal , concordo com o Cipower sobre a orientação do esporte de uma forma lúdica, formadora, mas eu não posso me esquecer de uma coisa: faço parte da elite da nossa sociedade,assim como a Marília, o Cipower e a maioria dos usuários do fórum, que têm acesso a internet , ou curso superior, ou mesmo todas as refeições diárias, e que, por isso, devem ser considerados elite no país.


    De maneira que pratico esporte de forma amadora, por prazer, e pago por esse prazer,compro materiais de uso pessoal, seja que preço for. Se eu quero esquiar, eu vou esquiar, se quero ver uma corrida de F1, eu vou, pura diversão! Já meus treinos de força são um caso à parte, eivados por convicções pessoais e ritualísticas.

    Como perceberam tudo foi expresso, propositalmente, em primeira pessoa, mas acho que a Marília ao suscitar a questão, quer se referir a uma discussão mais ampla de modelos esportivos organizacionais no contexto econômico-social, com suas demandas e contradições inerentes e sua contextualização na concepção de esporte como produto inserido na realidade capitalista.


    Podia eu continuar nesse meu nefelibatismo elitista e sonhando com o meu modelo de felicidade comprado pelo meu cartão Visa Internacional ou American Express . Mas muitas pessoas não tem o esporte como apenas lazer e sim como a maior(ou única) porta de ascensão social e econômica, e o advento da profissionalização foi o que de melhor aconteceu para essa parcela da população ter acesso a uma profissão e ser remunerado por isso, o que de outra maneira ficaria nas mãos de uma aristocracia(leia-se nós).


    A minha visão ingênua(ou idealista, como queiram) sobre esportes e sua prática, e que não abro mão na esfera pessoal, não pode nublar a minha visão do todo ao ponto de deixar de enxergar que o esporte deve sim se profissionalizar, gerar dinheiro e se adequar ao sistema capitalista, porque essa é paradoxalmente a melhor maneira de se integrar democraticamente todos a esse sistema.
    Já que fala aqui um ex-Marxista, pareci contraditório? Vale ressaltar que sou crítico do sistema filosófico idealista de Hegel, compreendo assim como Marx que a filosofia precisa incidir sobre a realidade. A filosofia de hoje deve pensar e refletir sobre o tempo atual, não cabendo julgar se é melhor ou pior, mas apenas o que “É” ,daí cabe à Ética orientar o “dever ser”. Acredito que Merton, de quem a Marília é mais íntima, enquanto cientista , aprovaria esse pragmatismo- ideológico ou ideologia-pragmática, parafraseando Alberto Dines.


    Já havia falado a Marília sobre financiamento de convecção, expressão que formulei e que defendo há algum tempo, que procura explicar uma forma de distribuição de renda própria do sistema capitalista, e que pode ser facilmente notada nos campos lúdicos,artísticos e esportivos, ocorrendo quando o consumo do “andar de cima” financia o “andar de baixo”. Consumidores financiando atletas. É a concreta sistematização do mecenato
    A formação de uma massa consumidora acaba por redistribuir o montante entre os atletas profissionais,que em sua maioria não são de classes abastadas. Quanto maior e mais consumista é esse modelo de mercado, mais dinheiro é redistribuído, vide atletas como Ronaldinho, por exemplo, não terminou o primeiro grau, poderia estar em um sub-emprego como tantos, mas ganha fábulas. O trabalho dele vale o que se paga? pode-se dizer que não, mas quanto o trabalho dele gera de consumo? A resposta possuirá muitos zeros. O “artista” principal não tem direito a uma parcela de seu impacto econômico? A resposta positiva a essa última questão explica o seu salário e põe um ponto final na discussão se seu salário é alto ou baixo, empregadores não pagam mais do que o empregado merece,pode pagar menos ou o justo, não mais!

    Outro exemplo: Já ouvi milhares de comentários levianos sobre os rendimentos de Michael Jordan, 70 Milhões anuais, na época de atividade e que perdura até hoje, considero muito pouco, se considerarmos a expressão de cálculo já famosa dos meios econômicos: O “Jordan’s impact” ou "The Economic Impact of Michael Jordan" que varia até 10 bilhões de dólares, e o pobre Michael só fica com menos de 1%, mas como o valor gerado é grande, a sua “comissão” é grande, daí me remeto ao supracitado “que o esporte deve sim se profissionalizar, gerar dinheiro e se adequar ao sistema capitalista, porque essa é pseudo-paradoxalmente( nova inserção) a melhor maneira de se integrar democraticamente todos a esse sistema”

    O esporte e as artes(notadamente música) foram o elevador expresso para os negros americanos acessarem o American way of life, de se integrarem na sociedade,de maneira que no dia 20 de janeiro acessaram o American dream, este de espírito bem mais profundo, e que foi adquirido através da educação, nunca um presidente americano possuiu dois ascendentes de primeiro grau com doutorado, demonstração cabal de que a educação é a maior forma de inclusão social e de equalização de oportunidades que se pode oferecer a população, mas o esporte também pode desempenhar esse papel e ,de preferência, concomitantemente.
    Acredito que não há melhor solução para a democratização do esporte do que sua exploração econômica de maneira ética.

    Um médico foge da ética hipocrática quando cobra por seu trabalho? E um advogado? Este não honra seus honorários? Desculpem o trocadilho. Um empresário não pode cobrar um preço por uma prestação de serviço? Será anti ético isto? Afirmo que não.
    Parte disso já expliquei no meu comentário no artigo original no link e, de novo, não vou me estender no assunto, se possível, leiam.


    Marília chamava-me a atenção sobre a organização do WSM(world strongest man), em que há uma empresa dona da marca(é uma marca), que vende o seu produto, que é a competição e seus adjacentes de mercado(imagem,souvenires,televisão etc...). Não há nada de errado,o produto é de qualidade,segue regras previamente estabelecidas,tanto técnicas quanto estatutárias, estatuto registrado e disponível ao público e atletas. Os atleta são respeitados no âmbito esportivo e profissional e recebem como profissionais que são.
    Falando diretamente das instituições ou organizações esportivas, a priori o fato de se tratar o esporte como um produto e vendê-lo em nada afeta a lisura dessa entidade, desde que,como qualquer empresa, haja clareza de propósito, regras, democracia estatutária. Quem na comunidade se acha enganado por ter que pagar a academia ao final do mês? É uma simples prestação de serviço, você beneficia, a instituição ,também. Todos sabem o seu papel.


    Para completar algumas idéias eu cito passagens do Cipower:
    Saindo de novo do assunto principal, temos que nos perguntar a MOTIVAÇÃO do atleta. Eu entendo que há um gradiente, mas polarizando, tenho a visão de dois tipos de esportista.

    1. o que pratica para próprio deleite, algo altamente pessoal, infantil, lúdico, satisfação pessoal somente pelo ato do jogo em si.
    Esse é o meu caso, mas eu não posso me colocar como modelo para o mundo, seria fácil para mim me colocar como Antígona, o arquétipo da resistência ética e me transmutar numa aura divina como a própria e colocar o outro lado(o das empresas,capitalismo,mercantilização,mercado) representando um Creonte estigmatizado e estereotipado, mas não podemos esquecer que ambos foram punidos pelos deuses e no final Sófocles nos encaminha para o signo da temperança.

    2. o que pratica como forma de atingir uma auto imagem projetada, de querer se igualar a ídolos esportivos, enfim, um certo modo modelo de sucesso americano, mídia, grana, etc. (que penso ser a tendência de modelo dominante em todas as áreas, diga-se de passagem)
    A representação do modelo darwiniano na sociedade capitalista é a competitividade,ou seria, o próprio sistema capitalista é a representação do modelo darwiniano na esfera humana? Já divaguei muito sobre isto,a conclusões não cheguei.
    É certo que o capitalismo desvia( aqui não faço juízo de valor) e absorve tudo que dele se aproxima,tal qual um buraco negro o faz com a luz, assim o fez com os próprios movimentos e ideologias que o negaram, absorveu reformas e reinvidicações do socialismo, ratificando o lema que diz: “devemos mudar para que as coisa permaneçam exatamente como são”.
    Mercantilizou movimentos contestatórios como o Hippie, transformando-o em moda a ser vendida, pasteurizou a temática punk nos “punks de boutique” e etc...

    Creio que se há algo moral e ético para uma organização esportiva fazer, é promover a primeira visão, que é a origem do esporte, do divertimento sadio, simples, desinteressado em algo que não seja a execução do esporte.
    .
    Concordo, mas não é factível, quem financiaria a organização? Logística? Verbas? Profissionais? Propostas práticas? De novo só poderia participar quem pagasse, altamente segregacionista, a não ser em um sistema em que o estado financiasse todos os atletas e praticantes, Morus gostaria muito disso, quem sabe eu reveja minhas posições e retome minha veia Marxista, talvez com mais ortodoxia ,ou Luxemburguista. Mas, contradizendo Morus, há dois casos práticos :China, da qual o Cipower falou e Cuba, se este for o modelo escolhido,então vamos à revolução... Mas não esqueçamos que Che Guevara foi transformado pelo status quo em garoto propaganda de camisetas e divulgador da Pop Art, querendo ou não.

    Acredito que o governo deva sim investir na formação física das pessoas como bem estar social, quadras poliesportivas, ginásios locais, valorizando sobretudo os professores de EF das escolas primárias e incutindo nas crianças uma cultura esportiva na base, isso é política de estado, mas ,por isso mesmo, temos que pensar se é obrigação do governo tutelar o esporte de alto rendimento(que como sabemos,não vai ao encontro da saúde). Quantas escolas e quadras poliesportivas poderiam ser construídas com as verbas previstas para o orçamento do PAN? e , pior, quantas poderiam ser construídas com o dinheiro realmente gasto com o PAN, diferença estimada em mais de 1.500%?
    Outra pergunta, pode o esporte profissional de alto rendimento depender da vontade política que esvoaça ao bel prazer de estruturas e conjunturas institucionais fracas no nosso país?
    A resposta é não!





    ps. Eu acho que pude deixar claro minha visão pessoal e a visão da realidade que me cerca. Pessoalmente estou sempre a disposição do terceiro setor no que diz respeito a fomento do desporto, financio bolsas, apoio projetos, mas para mim, que tenho outras fontes de renda e não vivo disso, é fácil essa disponibilização financeira. Não posso cobrar do meus sócios , por exemplo, que façam o mesmo, apontando-os como baluartes da mais-valia e impingir - lhes um discurso ideológico. As empresas só patrocinam projetos visando lucro direto ou através de imagem, ou para ganhar o titulo de empresa socialmente responsável com retorno midiático, essa é a realidade.
    As Organizações do nosso esporte ou entendem isso e se profissionalizam para captar recursos, que , na ponta da linha, beneficiará os atletas, ou meu ponto de vista pessoal que é amador prevalecerá, e voltemos a praticar nossas atividades físicas com equipamento rudes e caseiros nos quintais, o que acharei ótimo, quem já viu minha opinião sabe da minha preferência pelos básicos, mas o mundo não é nem deve ser meu espelho.
    Desculpem o texto um pouco longo, mas poderia falar muito mais sobre isso, acredito que mesmo assim toquei apenas a superfície, deverão vir mais discussões para que tenhamos uma visão do por vir . Espero que mais pessoas embarquem nesses questionamentos, seria muito enriquecedor ver outras opiniões embasadas e sensatas como a do Cipower.
    Minha força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável
    http://motastrengthsports.blogspot.com/

  8. Gosta Darcson gostou deste post.
  9. #8
    Lyoto Machida Avatar de Cipower
    Data de Ingresso
    Jan 2005
    Posts
    2.822
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    129
    Agradecimentos: 428 vez(es) em 244 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Muito interessante essa discussão aqui, principalmente o alto nível.

    Sobre a questão do financiamento do esporte e do esporte como profissão, vou tentar resumir minha opinião, fugindo um pouco da questão da organização dos esportes pelas entidades.

    Para isso voltemos ao tempo que não havia televisão ou internet.

    Seria impossível em 1900 um boxeador ganhar 80 milhões de dólares por uma luta, como Mike Tyson já ganhou, pois o ganho incrível dos direitos televisivos é o principal gerador dessas somas exorbitantes. Muito menos um jogador de futebol ganharia essas fábulas que ganham hoje em dia sem os campeonatos serem transmitidos para centenas de milhões de pessoas.

    Então, posso afirmar sem medo que essas somas exorbitantes que vemos no desporto hoje, e cada dia maiores, é devido pura e simplesmente ao MARKETING, não a alguma importância sociológica ou qualquer coisa do tipo, nem ao prazer dos praticantes muito menos a saúde.

    Falando francamente sabemos que os esportes de alto nível são sinônimo de doping, principalmente os que geram maiores somas, como futebol, rugby, basquete, fut. americano, baseball, lutas, esportes olímpicos, etc.

    Então uma discussão que se deveria ter é o papel do esporte na formação da personalidade e da civilização humana. Vamos colocar todas as crianças para levantar pesos no modelo chinês, ou todas para boxear no modelo cubano de boxe? A criança já tem a noção que está praticando o esporte para ser um "campeão do regime", isso pra mim é claro. Não deveria praticar o desporte para um deleite, um prazer, simplesmente?

    Confunde-se praticar por prazer, com a prática sem seriedade.

    Como exemplo próprio, pratiquei rugby amadoristicamente, tínhamos 3 treinos por semana, ter, qui e domingo, à noite, e digo que eu vivi o rugby, pois além do treino específico, fazia por onde, malhava pescoço, corria nos outros dias, etc. Infelizmente, meus companheiros do time não viam da mesma forma que eu, não dietavam, nem malhavam, por isso saí.

    Penso que a sensação de ter dado TUDO DE SI deve ser o pagamento principal de QUALQUER ATLETA, na minha humilde opinião, seja ele profissional ou amador.

    A única diferença que deveria existir entre o profissional e o amador seria que o profissional teria que arrumar meios de se sustentar unicamente do esporte, e isso pede por sua vez também profissionalismo e seriedade das instituições estatais e privadas controladoras do esporte praticado, e é aí que a porca torce o rabo.

    O desporto deve ser encarado como uma atividade EDIFICANTE, tanto do corpo, quanto da mente, e por conseguinte das sociedades. Porém isto hoje em dia é motivo de piada em muitos círculos...
    "Everyone wanna be a bodybuilder, but dont nobody wanna lift no heavy ass weights"

    Ronnie Coleman


  10. #9
    NOVATO
    Data de Ingresso
    Sep 2006
    Posts
    43
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos. 5 vez(es) em 1 post

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Está me dando aflição não achar o tempo para sentar a bunda aqui e responder como devia. Só quero dizer que os textos do Carlos e do Cipower são uma construção interessantíssima de diferentes linhas de reflexão, e espero que continuem.

    De fato, a grana está relacionada com direito de transmissão. Inclusive parte da "questão" relativa às relações de poder no esporte estão diretamente ligadas à detenção do direito de transmissão de imagem, que, segundo alguns dos autores que citei, seria responsável pela instalação das máfias federativas e da alienação dos atletas. Estou vendendo o peixe como comprei: pessoalmente acho que o bagulho é mais complicado. Mas aí: Cipower marcou um golzão - o Big Business no esporte é a TV MESMO. Uma ilustração interessante disso no nosso quintal é o Strong, que virou um fodástico negócio a partir do momento em que a empresa que o abraçou organizou o primeiro World's Strongest Man onde mesmo? Ganha dois picolés de limão quem acertar. Na UNIVERSAL STUDIOS. Ou seja: já nasceu espetáculo de TV.

    "Esporte amador" X "esporte profissional". Eita tema longo... "Amador" vem de quem "ama", faz por amor. Pena que, como Cipower bem apontou, com a flexibilização do conceito através dos contratos de patrocínio, os quais na prática profissionalizaram praticantes amadores, os amadores não remunerados foram marginalizados e a categoria perdeu prestígio. Com ela, a seriedade, ou o "espírito esportivo".

    Meu, 1:20AM... não dá mais... Tento escrever amanhã.

    bjs

  11. #10
    NOVATO
    Data de Ingresso
    Sep 2006
    Posts
    43
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos. 5 vez(es) em 1 post

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Citação Postado originalmente por mota Ver Post
    Já deixei comentário no artigo original, mas aqui deixo outras considerações:


    Espero que mais pessoas embarquem nesses questionamentos, seria muito enriquecedor ver outras opiniões embasadas e sensatas como a do Cipower.
    Belíssimo comentário - amanhã tentarei comentar. As angústias de quem um dia apostou suas fichas não apenas num modelo de transformação social mas em grupos que nos usaram oportunisticamente nos unem também... que irônica coincidência. E projetam sobre o esporte essa preocupação cheia de dúvida sobre equidade, justiça e tantas outras coisas.

    Às vezes penso que mais importante do que socializar as certezas e os fatos, é fundamental socializar as dúvidas, incertezas e ignorâncias. Quem sabe por elas se caminha mais longe.

    More later ('cause now it´s LATE!!!!)

  12. #11
    Lyoto Machida Avatar de Cipower
    Data de Ingresso
    Jan 2005
    Posts
    2.822
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    129
    Agradecimentos: 428 vez(es) em 244 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Citando um exemplo pra mim bastante importante, contado por meu ex-treinador de rugby, argentino, sobre o contexto social do rugby em seu país.

    Na Argentina, há tradição de se jogar rugby pela escola, e se faz amadoristicamente, não há o "modo americano de sucesso". É algo nobre, o jogo é visto como um valor em si mesmo, como edificador da personalidade.

    O selecionado adulto argentino, um TOP 6 mundial, passou por grande crise agora a pouco.

    Como não havia profissionalismo "não confundir com SERIEDADE", um jogador lá acidentou o pescoço ficando aleijado e isso quebrou o órgão máximo de rugby argentino. Não havia seguro atleta, nem nada do tipo.

    Os jogadores do selecionado argentino são em sua maioria atletas que vão para faculdades européias ganhando bolsa pra jogar, e a seleção argentina não tinha a visão "empresa" que as seleções da Inglaterra, NZ, África do Sul, França possuem. Resultou num movimento para que o selecionado argentino se "profissionalize", isto é, que o tratamento seja mais próximo dos outros grupos, pois estavam sentindo enorme dificuldade para atingir o desempenho compatível com a tradição e a história.

    Isso pra mim é um grande exemplo de dilema: o que fazer? mudar o conceito do rugby naquele país? mudar só o selecionado? o que fazer?

    Tentando explicar um pouco mais, na Inglaterra, França, Itália, NZ, África do Sul e muitos outros países, o rugby é um esporte como o futebol, desde criança sabe-se que se você jogar em certo nível, pode viver puramente de rugby e muito bem, com salários não tão estratosféricos como futebol – que soube utilizar a TV e seu poder financeiro antes – mas vemos jogadores milionários agora no rugby também.

    Conversando com um argentino aqui, já de meia idade, falou com pesar que jogou na primeira divisão argentina "até ter que trabalhar", isto é, acabou a faculdade e teria que se sustentar. Isto é, pela característica amadora, o rugby não é visto como modo de vida, e sim como puro e simples desporto.

    Será que ficou claro como há uma grande diferença na percepção da função do esporte?

    Com TV, internet e marketing, podemos virtualmente profissionalizar qualquer esporte que tenha apelo para receber anunciantes.

    Agora eu creio firmemente que não é a profissionalização ou não, anunciantes ou não que fará um esporte melhor, e sim a divulgação do sentido CORRETO de algo que construa uma civilização melhor, com pessoas mais saudáveis, com espírito competitivo do modo correto, com fair play, etc.
    "Everyone wanna be a bodybuilder, but dont nobody wanna lift no heavy ass weights"

    Ronnie Coleman


  13. #12
    Bebê a Bordo Avatar de Rudeboy
    Data de Ingresso
    Dec 2004
    Posts
    2.735
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    1
    Agradecimentos: 33 vez(es) em 22 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Qual o problema com o nefelibatismo? Quem disse que a realidade que vivemos hoje é correta? é real? E não manipulada e controlada, desde os tempos antigos?
    Bom, esse nefelibatismo talvez leve a uma mudança, mudanças são positivas, não se deve ter medo de mudança assim como de nada. (apesar do que eue escrevi entendei seu pontod e vista mota) o Que vale é tentar, errado ou não , iremos saber em curto ou longo prazo


    Ps: Acabei de ler no trabalho, infelizmente estou trabalhando agora , ler e escrever com mais raciocio e reflexão, gosto de fazer em casa! Então quando tiver um tempo e gosto ( vontade , humor, sussego ) para escrever, quero entrar nesta discussão pois ficou muito interessante
    O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.
    "Se você acha que sabe muito é porque está estudando pouco".
    Acabe com seu Ultraego, você não sabe nada , assim como todos.

  14. #13
    Banned Avatar de kusanagi
    Data de Ingresso
    Sep 2004
    Localização
    Tokyo, Japan
    Idade
    29
    Posts
    0
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos: 4 vez(es) em 3 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Citação Postado originalmente por Cipower Ver Post
    Citando um exemplo pra mim bastante importante, contado por meu ex-treinador de rugby, argentino, sobre o contexto social do rugby em seu país.

    Na Argentina, há tradição de se jogar rugby pela escola, e se faz amadoristicamente, não há o "modo americano de sucesso". É algo nobre, o jogo é visto como um valor em si mesmo, como edificador da personalidade.

    O selecionado adulto argentino, um TOP 6 mundial, passou por grande crise agora a pouco.

    Como não havia profissionalismo "não confundir com SERIEDADE", um jogador lá acidentou o pescoço ficando aleijado e isso quebrou o órgão máximo de rugby argentino. Não havia seguro atleta, nem nada do tipo.

    Os jogadores do selecionado argentino são em sua maioria atletas que vão para faculdades européias ganhando bolsa pra jogar, e a seleção argentina não tinha a visão "empresa" que as seleções da Inglaterra, NZ, África do Sul, França possuem. Resultou num movimento para que o selecionado argentino se "profissionalize", isto é, que o tratamento seja mais próximo dos outros grupos, pois estavam sentindo enorme dificuldade para atingir o desempenho compatível com a tradição e a história.

    Isso pra mim é um grande exemplo de dilema: o que fazer? mudar o conceito do rugby naquele país? mudar só o selecionado? o que fazer?

    Tentando explicar um pouco mais, na Inglaterra, França, Itália, NZ, África do Sul e muitos outros países, o rugby é um esporte como o futebol, desde criança sabe-se que se você jogar em certo nível, pode viver puramente de rugby e muito bem, com salários não tão estratosféricos como futebol – que soube utilizar a TV e seu poder financeiro antes – mas vemos jogadores milionários agora no rugby também.

    Conversando com um argentino aqui, já de meia idade, falou com pesar que jogou na primeira divisão argentina "até ter que trabalhar", isto é, acabou a faculdade e teria que se sustentar. Isto é, pela característica amadora, o rugby não é visto como modo de vida, e sim como puro e simples desporto.

    Será que ficou claro como há uma grande diferença na percepção da função do esporte?

    Com TV, internet e marketing, podemos virtualmente profissionalizar qualquer esporte que tenha apelo para receber anunciantes.

    Agora eu creio firmemente que não é a profissionalização ou não, anunciantes ou não que fará um esporte melhor, e sim a divulgação do sentido CORRETO de algo que construa uma civilização melhor, com pessoas mais saudáveis, com espírito competitivo do modo correto, com fair play, etc.
    Acho difícil agente simplesmente querer mudar o sistema, acredito que seja mais fácil tentar agir conforme a "banda toca", tentando focar-se em marketing de grande apelo.

    Todos esses esportes podem ser mais comerciais, e é só quando isso acontecer (no atual sistema que vivemos) que a coisa irá pra frente.

    O Foco é o Basismo? Ok, então que tal fazer a coisa tornar-se mais comercial? Mostrar a coisa mais atrativa para aqueles que são fãs do esporte abrindo uma maior brecha para cada vez mais e mais anunciantes e patrocinadores.

    Infelizmente sem grana não se faz muita coisa, o fisiculturismo no Brasil é um ótimo exemplo disso, assim como você mencionou o Rugby aqui na Argentina.
    Caloteiro nao existe no MA .
    Banido !

  15. #14
    Lyoto Machida Avatar de Cipower
    Data de Ingresso
    Jan 2005
    Posts
    2.822
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    129
    Agradecimentos: 428 vez(es) em 244 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Basismo aqui em PE inexiste. Já fui pra um campeonato de supino numa escola municipal numa periferia aqui que, falando francamente, não é nada comercial.

    Tem que ser num bom local, conhecido, tem que ter mídia, tem que ter prêmios, etc.

    Tou planejando um evento de lutas aqui, caso concretize-se e dê certo, vou ver se faço um de supino, que sempre tive vontade que tal OPEN RECIFE DE SUPINO? é uma idéia...
    "Everyone wanna be a bodybuilder, but dont nobody wanna lift no heavy ass weights"

    Ronnie Coleman


  16. #15
    Banned Avatar de kusanagi
    Data de Ingresso
    Sep 2004
    Localização
    Tokyo, Japan
    Idade
    29
    Posts
    0
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos: 4 vez(es) em 3 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Citação Postado originalmente por Cipower Ver Post
    Basismo aqui em PE inexiste. Já fui pra um campeonato de supino numa escola municipal numa periferia aqui que, falando francamente, não é nada comercial.

    Tem que ser num bom local, conhecido, tem que ter mídia, tem que ter prêmios, etc.

    Tou planejando um evento de lutas aqui, caso concretize-se e dê certo, vou ver se faço um de supino, que sempre tive vontade que tal OPEN RECIFE DE SUPINO? é uma idéia...
    É disso que falo, tornâ-lo comercial, não só pela premiação, mas deixá-lo mais atrativo, mais visual, de forma a incentivar aqueles que estão de fora a querer vivenciar a coisa toda.
    Caloteiro nao existe no MA .
    Banido !

  17. #16
    NOVATO
    Data de Ingresso
    Sep 2006
    Posts
    43
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos. 5 vez(es) em 1 post

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Sem nunca esquecer que é um esporte, e portanto deve ser sério, regrado, respeitoso com o atleta e com uma sociedade que depende de um conceito geral de excelência e meritocracia para acreditar em si mesma - ainda que seja como ideal, e não realidade.

    More later - foi excessivamente sintético, eu sei, mas acreditem, não adiei o curso por acaso: a bruxa anda solta.

  18. #17
    Banned Avatar de kusanagi
    Data de Ingresso
    Sep 2004
    Localização
    Tokyo, Japan
    Idade
    29
    Posts
    0
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos: 4 vez(es) em 3 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Citação Postado originalmente por marilia05 Ver Post
    Sem nunca esquecer que é um esporte, e portanto deve ser sério, regrado, respeitoso com o atleta e com uma sociedade que depende de um conceito geral de excelência e meritocracia para acreditar em si mesma - ainda que seja como ideal, e não realidade.

    More later - foi excessivamente sintético, eu sei, mas acreditem, não adiei o curso por acaso: a bruxa anda solta.
    Isso é incrivelmente difícil Marília.

    Fazendo um marketing realmente massivo, acaba perdendo um pouco da seriedade (acredito ser inevitável), até porque essa gente não quer saber e também em grande maioria não entende a seriedade da coisa toda.

    Da mesma forma que todos os brasileiros acreditam que podem escalar a selação brasileira de futebol se esportes de força se tornassem populares iríamos ter comentários cretinos do gênero.

    Ou por exemplo os comentários maldosos a respeito do Rubens Barrichello, como se todos conseguissem guiar um carro de fórmula-1.
    Caloteiro nao existe no MA .
    Banido !

  19. #18
    NOVATO
    Data de Ingresso
    Sep 2006
    Posts
    43
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos. 5 vez(es) em 1 post

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Pois é... eu sei que é difícil (mesmo). Assim como é difícil que os concursos para professores universitários não tenham cartas marcadas ou que a premiação em concursos de cinema ou artes plásticas não sejam manipulados.
    Mas se não se educar o público dentro deste espírito e pelo menos alguns de nós não levantarmos essa bandeira (ainda que não sejamos inteiramente - só mais ou menos - otários de crer que isso será de fato implementado), aí... bem aí não vale mais a pena.
    Nada.
    Ou tudo.

  20. #19
    Banned Avatar de kusanagi
    Data de Ingresso
    Sep 2004
    Localização
    Tokyo, Japan
    Idade
    29
    Posts
    0
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos: 4 vez(es) em 3 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Citação Postado originalmente por marilia05 Ver Post
    Pois é... eu sei que é difícil (mesmo). Assim como é difícil que os concursos para professores universitários não tenham cartas marcadas ou que a premiação em concursos de cinema ou artes plásticas não sejam manipulados.
    Mas se não se educar o público dentro deste espírito e pelo menos alguns de nós não levantarmos essa bandeira (ainda que não sejamos inteiramente - só mais ou menos - otários de crer que isso será de fato implementado), aí... bem aí não vale mais a pena.
    Nada.
    Ou tudo.
    Que tal ser menos extrema no lance de tudo ou nada?
    Falo sério, acho até que esse trabalho de fóruns de internet que não parece nada sério, ajuda e muito a divulgar o esporte.

    Quem antes da internet realmente conhecia o culturismo? Tenho certeza que muita gente só começou a acompanhar por isso.

    Acho que a coisa tem que ser simplesmente divulgada, a medida que certas pessoas tomem interesse a coisa começa a ficar cada vez mais popular e quem tem realmente interesse começa a levar a coisa com mais seriedade, como algo mais natural sabe? Não acho que dê pra simplesmente fazer acontecer.

    Coisas simples. Como colocar sempre fotos dos campeonatos, vídeos dos atletas treinando e competindo, fotos, entrevistas, esse tipo de material incentiva as pessoas, provoca nelas o instinto competitivo e isso que gera a coisa toda na minha opinião.
    Caloteiro nao existe no MA .
    Banido !

  21. #20
    NOVATO
    Data de Ingresso
    Sep 2006
    Posts
    43
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos. 5 vez(es) em 1 post

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Desculpe, não fui realmente clara, estou no meio de trabalho e sem tempo para escrever (tanto que nao respondi adequadamente o Carlos e o Cipower). Mas de fato é complexo, tem componentes variados e diferentes pessoas chegam ao esporte por rotas diferentes na famosa thousand mile journey.
    Vale tudo.
    O que provavelmente quis dizer é que a bandeira do mérito vale a pena... como tantas outras.

  22. #21
    CRESCENDO Avatar de mota
    Data de Ingresso
    Aug 2007
    Posts
    77
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    0
    Agradecimentos: 0 vez(es) em 0 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Eu acho que a discussão tomou o viés original das intenções do artigo, que é a viabilidade organizacional do ponto de vista conceitual e na sua forma,explorando o s diferentes conceitos de play,game e contest, bem como sua adequação a dinâmica atual, sem prejuízo de conceitos e padrões éticos, e também como esses padrões, que correspondem a nossa relação íntima com o esporte, podem sobreviver no atual sistema financeiro,de marketing,e de hipertrofia midiática, que é irrevogável.

    Mudar o sistema é realmente difícil, aprendi que a melhor forma para isso é entendê-lo primeiro, por dentro e daí sim tentar molda-lo de acordo com seus princípios, pelo menos no que está ao alcance das nossas mãos..
    Do que adianta praguejar contra a globalização? É o mesmo que bradar contra moinhos. Tirando o fato que adoro Cervantes, a globalização é um processo inexorável, uma consciência social de dinâmica coletiva, devemos nos adaptar da melhor maneira possível a ela.
    Quanto ao Marketing, ele é um pouco incompreendido , é apenas uma ferramenta. O machado pode ser considerado ruim por derrubar uma árvore? Claro que não.
    Abundam frases do tipo: esse produto é só Marketing? Esse político é fruto do Marketing? O problema está no político, no produto, na linguagem e no receptor, se este for bem informado o “marketing” enganador é logo decifrado e se volta contra o emissor, passando a ser um mau marketing, que ontologicamente não existe. Uma definição clássica de MKT: é a entrega de satisfação para o cliente em forma de benefício . Não existe valoração maniqueísta para a palavra. Marketing enganoso não é marketing é “picaretagem” como diria meu avô.

    Voltando ao caso de Ronaldinho, disse que ele merece o que ganha( apenas uma análise econômica), mas não acho que joga para o que ganha( opinião pessoal ) , merece apenas como produto. Algumas pessoas compram esse produto, eu não. Não assisto jogos dos quais ele participa pois fico do ponto de vista esportivo enojado com o endeusamento de quem é ,ou foi, para mim apenas um bom jogador, só isso. Não compro o produto Ronaldo. Mas há pessoas que ficam embasbacadas com seu futebol, consomem o que está ligado a sua marca. Respeito a opinião dos outros que o compram, e o Ronaldo fica com parte desse consumo, assim gira a roda do mercado, nem boa, nem ruim, apenas gira.
    Do ponto meu de vista se alguém quer entrar nessa roda não pode reclamar de propaganda enganosa. Quem foi ao Pacaembu endeusar o anjo caído e gastou o dinheiro da feira em camisas de 180 reais sabe o que estava comprando, comprou uma promessa de visibilidade e não a essência do futebol.

    Desde que tive maturidade suficiente para detectar esse tipo de jogo alegórico,eu apenas o identifico, repilo e não entro na roda, é simples assim, continuando com minhas convicções pessoais em relação a méritos, a conquistas passo a passo, que guardo para mim em local seguro, junto com as outras utopias e ingenuidades(ninguém toca nas minhas ingenuidades) .
    Aqui chegamos ao que a Marília disse sobre Meritocracia “com uma sociedade que depende de um conceito geral de excelência e meritocracia para acreditar em si mesma - ainda que seja como ideal, e não realidade.”
    Concordo, a meritocracia deve funcionar como um alvo, uma busca, “a cenoura como isca para o cavalo”, o que nos faz continuar caminhando. Mesmo que saibamos que muitas vezes ela não se aplica, se não acreditarmos nela, mesmo que ingenuamente,então é melhor parar o bonde e me deixar descer.
    Eu tento fazer isso no meu trabalho e nas outras concepções a que o conceito se adéque, esportivas ou não , acreditando ,de novo ingenuamente, que outras pessoas agem assim.
    A Marília tenta fazer isso no seu alcance e mais diretamente ligada aos esportes e, acredito, na sua vida como um todo.
    Sabemos que na “vida real”,se é que existe outra, nem sempre é assim, cabe a nós aceitar,ou engolir, ou, como outros, assimilar esse vale tudo ou ,ainda, como disse acima , identificá-lo e repeli-lo.

    Pra não ficar muito nesse meu discurso de conflito entre realidade e ideologia, ou melhor, idealismo que remonta a tempos e dilemas pessoais longínquos, e acredito ser muito chato para vocês, vamos voltar a questão:

    Agora falando mais concretamente,afinal de contas estamos nos tópicos de Powerlifting e esportes de força , como vocês gostariam que se estruturasse uma organização esportiva relacionada a esses esportes? Como gostariam de ser tratados? A qual tipo de entidade se filiaram? E em que variável:atleta ou espectador.
    Vou dar três exemplos de organização:

    1- Uma pública:
    Quanto a essa já dei minha opinião, ao estado não cabe dirigir esporte de alto nível.
    É certo que fico embevecido com a estrutura do LPO da China por exemplo, mas não apoio o sistema chinês , nem politicamente nem na estruturação do esporte como um todo, estudo mandarim e tenho buscado cada vez mais contato com a cultura chinesa, inclusive com contato direto com a federação chinesa de LPO e meu embevecimento declina ao esbarrar no sistema político,e não falo do comunismo,que de maneira nenhuma é o sistema adotado pela China, um mero simbionte ianque( sem valoração aqui), mas isso vale muita conversa e prometi não descambar e novo para divagações.
    Acredito que o estado pode ajudar o esporte de alto nível com financiamento capilarizado, como leis de fomento,mas não envolver sua estrutura, que deve estar voltada para formação.

    2- Associativa(privada)
    Onde pessoas interessadas em se organizar juridicamente se juntam para desenvolver um interesse comum e deliberam dando origem a uma entidade privada com um Estatuto Social e uma Ata de Constituição.
    Pra resumir o Estatuto Social contem as regras de funcionamento da entidade e a ata relata o que foi deliberado na reunião inicial de constituição, incluindo a aprovação do estatuto e eleição dos dirigentes da associação.
    Os recursos desse tipo de organização pode vir tanto de seus filiados e recursos privados como de incentivo público, exemplo é a lei de incentivo ao esporte.
    Opinião Pessoal: Não vejo problema,desde que com estatuto e atas divulgados, transparência na organização, livre acesso democrático às decisões por parte dos filiados prevista em estatuto,mesmo que ressalvados os fundadores.
    Mas no caso de captação pública,deve haver divulgação também pública de contas e prestação obrigatória aos filiados.
    Exemplo prático: Aqui mesmo , eu, Cipower, Marília e Kusanagi, amantes de Strength Sports, podíamos nos juntar para fundar uma entidade sem fins lucrativos, não sendo sinônimo de não remunerada, que promoveria o esporte, competições, cursos, divulgação , apoio aos atletas , projetos sociais e etc... Tudo constando no estatuto. Obviamente teríamos que enfrentar o “mundo real” e conseguir verbas para tanto,para estrutura e equipamentos(e não falo só dos suportes), como Marília bem sabe , que não caem do céu, e teríamos que convencer outras pessoas a embarcar no nosso sonho, como? Através do Marketing, vender o nosso sonho(no bom sentido), com um bom networking, trabalhar com pessoas que terão é claro as mais variadas opiniões e conceitos e tentar traze-las para nossa sintonia.


    3- Empresa
    Acho desnecessário pormenorizar aqui, os fins são lucrativos. A empresa simplesmente explora uma vertente de mercado,o Strongman por exemplo, em que há uma boa organização, em que atletas negociam seus contratos, vendem sua imagem e , afinal de contas, FAZEM FORÇA! Não estão ali para brincar, o fato de Pudzianowsky engordar a sua conta bancária não diminui o peso do frame carry nem da Atlas Stone, nem diminui o mérito nos seus títulos.
    Eu por exemplo adoro a NFL e clímax do Superbowl, sei que muitas vezes o que mais importa são os comerciais no intervalo ou a quantidade de hot-dogs que se consegue vender,é um negócio, mas eu não estou sendo enganado, ele é feito para ser um negócio e eu o assisto como tal, uma alegoria é desfeita quando você quebra o seu signo. Leio-a como tal.
    Voltando ao Strongman, este também é um show que é formulado midiaticamente.
    Não demonizo a faceta empresarial no esporte, como ressaltei no comentário que fiz no site atletas do brasil.com, o que irá me fazer julgar algum formato é a transparência, afinal uma empresa( ou as pessoas que a compõe) pode ser ética, em contrapartida uma ONG ou entidade filantrópica(e seus membros) podem ser nefastas. Há pessoas íntegras na direita ou na esquerda e aprendi há muito tempo a diferenciar isso também.

    Eu perguntaria aos debatedores:
    Se no Brasil uma empresa SÉRIA e aberta(não com sócios fugitivos da Rússia por exemplo) assumisse um campeonato de esportes de força(Powerlifting e strongman) em parceria prévia com a grande mídia, cotas vendidas, estrutura perfeita para atletas , materiais), respeito ao público e ao esporte e realizasse prévias (classificatórias) regionais com prêmios e ultra organizadas e campeonatos maiores baseados nos méritos, quem seria contra? Vocês participariam? Assistiriam?
    Deixo minha opinião: Se sentisse seriedade primeiro nas pessoas(dirigentes), na empresa e na organização e percebesse que não era APENAS um espetáculo, ou um circo e se estivesse em condições físicas, participaria ou assistiria e privilegiaria.

    Qual desses modelos(o 2 e o 3 ) é melhor?
    Não concordo sequer com a palavra “melhor”, é uma questão de adequação, e não tenho uma resposta definitiva, ambos são úteis, um como viabilização de aspirações de grupos ou coletividades, mas sem se desvincular de realidade , permeando os conceitos de play,game e contest e outro como sendo o paralelismo entre e esporte e business e reflexo de nossa época, o “tornar-se comercial” como falou Kusanagi, focando em primeiro plano o contest. Estamos aqui para ventilar essa questão.


    Para alívio de todos vou terminar só comentando algumas passagens:

    Mas se não se educar o público dentro deste espírito e pelo menos alguns de nós não levantarmos essa bandeira (ainda que não sejamos inteiramente - só mais ou menos - otários de crer que isso será de fato implementado), aí... bem aí não vale mais a pena.
    Nada.
    Ou tudo.”

    Como eufemismo eu usei o termo ingênuos no lugar de otários, mas este não deixa de ser adequado. Eu sou,não chamado,mas considerado otário só por pagar impostos,então tudo bem. Eu já tomei essa palavra como há tempos.


    “Que tal ser menos extrema no lance de tudo ou nada?
    Falo sério, acho até que esse trabalho de fóruns de internet que não parece nada sério, ajuda e muito a divulgar o esporte.”

    Acho que a Marília se refere ao conceito anterior de meritocracia e sua sustentação por nós os otários e não ao meio de divulgação, abordei a questão quando falei em parar o bonde e me deixar descer. Mas não resta dúvidas que esse fóruns(os meios) ajudam e muito a divulgar o esporte.


    Acho que a coisa tem que ser simplesmente divulgada, a medida que certas pessoas tomem interesse a coisa começa a ficar cada vez mais popular e quem tem realmente interesse começa a levar a coisa com mais seriedade, como algo mais natural sabe? Não acho que dê pra simplesmente fazer acontecer.

    Coisas simples. Como colocar sempre fotos dos campeonatos, vídeos dos atletas treinando e competindo, fotos, entrevistas, esse tipo de material incentiva as pessoas,”

    Aqui entra a questão de novo do marketing, nesse caso o viral, a ironia é o conteúdo pejorativo imposto às duas palavras, mas que até Obama soube usar como ninguém .
    Resume-se tudo como corrente do bem.
    Eu confesso que faço muito pouco,a não ser em esfera local, e os esportes de força , desculpem o trocadilho, carregam um grande peso de preconceitos e é difícil mesmo quebra-los, de maneira que fracassei no meu próprio negócio . Tenho algumas teorias sobre esse preconceito, que vão ao encontro da teoria sociológica geral de repulsa ao trabalho braçal dominante em uma sociedade escravocrata, que ainda não sublimamos.
    Mas por experiência e dor própria ou tiramos o basismo do calabouço e do underground ou eles vão mais abaixo ainda.

    Como tirá-lo dessa condição através de instituições de fomento,seja empresa ou associação, e respeitando a essência do esporte( essência no geral e em particular no basismo ) é o que acho que pode ser desenvolvido aqui .

    Com a cabeça mais oxigenada eu volto a esse assunto,boa madrugada a todos.
    Última edição por mota; 11-02-2009 às 01:04 AM.
    Minha força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável
    http://motastrengthsports.blogspot.com/

  23. #22
    Lyoto Machida Avatar de Cipower
    Data de Ingresso
    Jan 2005
    Posts
    2.822
    Post Thanks / Like
    Obrigado
    129
    Agradecimentos: 428 vez(es) em 244 posts

    Padrão Re: Assunto delicado: organização do esporte

    Citação Postado originalmente por Kusanagi Ver Post
    Coisas simples. Como colocar sempre fotos dos campeonatos, vídeos dos atletas treinando e competindo, fotos, entrevistas, esse tipo de material incentiva as pessoas, provoca nelas o instinto competitivo e isso que gera a coisa toda na minha opinião.
    Pois é imaginem minha decepção quando fui fotografar o campeonato de culturismo daqui, e depois queria divulgar os dados oficiais o presidente da federação totalmente desligado da realidade me pediu para voltar depois, algo totalmente amador.



    Mota, acredito que para fazer o esporte crescer é como fazer qualquer outra coisa crescer: administração. Nenhum esporte jamais será um esporte extremamente popular enquanto todos os níveis de organização não estiverem preparados para tal. Simples assim.

    Então penso que o melhor modelo seria o empresarial, ou análogo ao empresarial, com profissionais competentes nas posições-chave. Amor ao esporte, vontade, sacrifício, nada disso vai fazer vermos uma matéria do Brasil Open de Powerlifting no horário nobre...

    Só pra ilustrar a 30 anos atrás víamos um culturista no Fantástico, por acaso o mesmo presidente da Federação Pernambucana de Culturismo, que por algum motivo, que não me cabe definir, não conseguiu persistir na grande mídia...

    http://especiais.fantastico.globo.co...chwarzenegger/

    Agora num país onde há o risco real de proibirem suplementos alimentares, como podem os esportes de força/aparência musculosa poderem ter anunciantes interessados no crescimento do esporte?

    Tem tempo já que leio problemas com as marcas vendidas aqui no Brasil, como Arnold, Midway e outras, como vamos ter apoio sério de uma empresa dessas?

    Creio que um campeonato de culturismo nacional devidamente produzido, aqui em Recife, tenha como custos:

    Local - $??? - Pra umas 10mil pessoas
    Artistas pra shows e apresentação - $??
    Som luz estruras em geral - $15.000
    Premiações - $127.500 - digamos 5000 campeão, 3000 2nd, 1500 3rd (não sei onde tem os símbolos corretos neste teclado), então 8500 por categoria, quantas categorias tem de no total? 15 né?
    Troféus - $2250 - $50x15x3
    Divulgação - $ 43.000 - TV Globo $25.000 15 dias - Rádio FM top - $1100 15 dias - Anúncios jornal $1000 - Papel 50.000 panfletos 3000 cartazes $6.000 - Equipe promo 20 pessoas 7 dias $ 7.000 - Outros $3.000
    Crew - $5000 - +-100 pessoas
    TOTAL SEM LOCAL NEM ARTISTAS = Quase 200mil


    Agora como é vinha gente do Brasil inteiro ou não? Fazia uma puta feira no fim de semana, com altos stands de anunciantes, palestras, atletas pra guest posing, tipo Ronnie Coleman mesmo, Markus Ruhl, Dexter, etc.

    Um evento desses é algo pra $300.000 por baixo. Pensamos que é grande coisa mas umas 20 empresas de produtos ligados a esse universo bancavam um evento desses, fora a Secretaria de Turismo, etc.

    $5.000 por stand pra um evento desses por empresa séria dia não é nada.

    Colocava o ingresso a $5, nos 3 dias teriamos que ter umas 10mil pessoas. Agora quem anunciaria? A Midway? Integralmédica? Garanto que se pudesse vender a porra toda aqui no Brasil isso já tava rolando, e a real é que esporte de força aqui só vai crescer com anunciantes.
    "Everyone wanna be a bodybuilder, but dont nobody wanna lift no heavy ass weights"

    Ronnie Coleman


+ Responder ao Tópico

Informações de Tópico

Usuários Navegando neste Tópico

Há 1 usuários navegando neste tópico. (0 registrados e 1 visitantes)

     

Tags para este Tópico

Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109