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Tópico: Ex-petista escreve livro contra partido e era Lula; leia trecho de "O Chefe"

  1. #1
    Lyoto Machida Avatar de Cipower
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    Padrão Ex-petista escreve livro contra partido e era Lula; leia trecho de "O Chefe"

    14/06/2010 - 19h08
    Ex-petista escreve livro contra partido e era Lula; leia trecho de "O Chefe"




    Livro revela detalhes do mensalão, escândalo que abalou o governo
    O ex-petista Ivo Patarra, 47, compilou, organizou e editou todo o material produzido sobre o PT durante os 13 meses do escândalo do mensalão, o maior esquema de corrupção governamental de que se tem notícia no Brasil.

    Com o resultado desse trabalho de pesquisa, escreveu "O Chefe", livro que traz os inquéritos, relatórios, sindicâncias, investigações e reportagens da época. O título é uma produção independente.


    Os documentos contidos no volume sintetizam as investigações realizadas pelo Ministério Público, pela Polícia Federal, pelas Comissões Parlamentares de Inquérito e outras fontes, como as apurações da imprensa brasileira.

    Nascido em São Paulo, Patarra é jornalista e foi assessor de comunicação social da ex-prefeita, e também ex-petista, Luiza Erundina, durante a gestão 1989-1992. Trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo, "Folha da Tarde", "Diário Popular" e "Jornal da Tarde". Leia um trecho.

    *
    Capítulo 1

    'O governo Lula é o mais corrupto de nossa história'

    Qual a justificativa para o presidente da República nomear como ministro e integrante de seu primeiro escalão de auxiliares o homem que publicara, num dos jornais mais importantes do País, que ele, o presidente, era o chefe do governo "mais corrupto de nossa história"?

    Pois Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, nomeou o filósofo Roberto Mangabeira Unger no primeiro semestre de seu segundo mandato, em 2007, ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, especialmente constituída para abrigá-lo. E não adiantou nem o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) inviabilizá-la tempos depois, durante uma rebelião para obter mais cargos no governo e proteção para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o então presidente do Senado, acusado de corrupção. Apesar de o PMDB derrotar a Medida Provisória que criara o posto para Roberto Mangabeira Unger, Lula deu um jeito na situação, nomeando-o novamente, desta vez como ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos. A posição do detrator estava garantida.

    "Pôr fim ao governo Lula" é o título do artigo de Roberto Mangabeira Unger publicado na Folha de S.Paulo em 15 de novembro de 2005, no sugestivo dia da Proclamação da República. O ano de 2005 havia sido marcado pela eclosão do escândalo do mensalão. Este é o parágrafo de abertura do artigo:

    "Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos."

    O que poderia ter levado o presidente da República a nomear como ministro o autor dessas acusações? E Roberto Mangabeira Unger não estava brincado, a julgar pela defesa que fez do impeachment de Lula. Ao denunciar "a gravidade dos crimes de responsabilidade" supostamente cometidos pelo presidente, o então futuro ministro afirmou em seu artigo que Lula "comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos".

    Alguém poderia argumentar que a nomeação de Roberto Mangabeira Unger seria um mal necessário. Coisa da política. E tentar explicá-la pela importância do filósofo, um professor da prestigiada Universidade de Harvard, das mais importantes dos Estados Unidos, por quase 40 anos. O Brasil, portanto, não poderia prescindir da experiência e do prestígio de Roberto Mangabeira Unger, que teria muito a contribuir com o País.

    Será mesmo? A cerimônia de posse do filósofo não demonstrou isso. Poucos ministros, cadeiras vazias, menos de uma hora de solenidade. E mesmo antes da criticada viagem de Roberto Mangabeira Unger à Amazônia, em 2008, na qual defendeu o desvio de águas da região para abastecer o Nordeste, sem considerar que centenas de milhares de amazonenses ainda não dispunham de água encanada, o ministro já era considerado, em âmbito do governo, "café-com-leite". Ou seja, não lhe era atribuída importância, nem de seu trabalho haveria algo para se aproveitar.

    Outro trecho do artigo de Roberto Mangabeira Unger: "Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados".

    Talvez, então, a razão para a nomeação de Roberto Mangabeira Unger tenha sido de ordem político-partidária. Ou seja, o filósofo traria para o governo a base social representada por seu partido, ampliando o número de legendas que davam sustentação à administração Lula no Congresso. Como vimos, no entanto, Roberto Mangabeira Unger passou a maior parte da vida nos Estados Unidos, o que o forte sotaque não deixava desmentir. Não possuía qualquer base social, nem traria consigo qualquer força orgânica da sociedade.

    Quanto a seu partido, o minúsculo PRB (Partido Republicano Brasileiro) tinha menos de 8 mil filiados quando Roberto Mangabeira Unger se tornou ministro e era um dos menores partidos políticos do País. Não agregava praticamente nada à base aliada de Lula. Por apoio político-partidário não faria sentido nomear Roberto Mangabeira Unger. Afinal, o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, possuía apenas três deputados federais, um senador e o vice-presidente da República, José Alencar (MG), que saíra do PL (Partido Liberal) em decorrência do escândalo do mensalão e foi o grande incentivador da nomeação do filósofo.

    Em outro trecho do famoso artigo, Roberto Mangabeira Unger afirmou que "Lula fraudou a vontade dos brasileiros", ameaçava a democracia "com o veneno do cinismo" e tinha um projeto de governo que "impôs mediocridade". E mais: "Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou".

    Para fazer a vontade de seu vice José Alencar, um homem leal e doente, Lula só precisaria ter dito que gostaria muito de nomear alguém indicado por ele, mas não poderia ser o homem que o acusara de chefiar o governo mais corrupto da história. Poderia ser qualquer um, menos aquele que conclamara o Congresso a derrubá-lo da Presidência da República, por corrupção. Por que Lula nomeou Roberto Mangabeira Unger, autor de acusação tão séria? Nas páginas deste livro, o leitor será convidado a encontrar a resposta.

    *
    "O Chefe"
    Autor: Ivo Patarra
    Páginas: 460
    Quanto: R$ 49,90
    Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
    "Everyone wanna be a bodybuilder, but dont nobody wanna lift no heavy ass weights"

    Ronnie Coleman


  2. #2
    O patrão Avatar de krosssssss
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    Padrão Re: Ex-petista escreve livro contra partido e era Lula; leia trecho de "O Chefe"

    E tipico de brasileiro fala mal de governo mesmo que esteja de barriga cheia, entao o cara faz um livro desse pq sabe que geral vai compra.
    Eu nao to nem ae , todo governo tem sua parte que depende da visao pode ser considerada corrupta, eu posso fazer parte da minoria da populacao que tem uma vida excelente , otimo , entao que se foda a maioria , to preucupado com ngm , nao sou politico , nao sou revolucionario e nao tenho a minima vontade que as coisas mudem ...
    O pior de tudo é a populacao em vez de lutar em pro de si mesmo fica nessa utopia de que é tudo culpa do governo e nao faz sua parte, vai trabalha , estudar mesmo que seja publico , cursinho barato , estudar , em casa , a pessoa quando quer vencer , vence , o resto pra min e desculpa , tanto que meus pais teve altos e baixo e so trabalho salvou as coisas.
    Nao acredito em 10 % desse livro e mesmo que tudo fosse verdade nao vamos poder fazer nada a nao ser da grana pro autor.

    Isso me faz lembra no hospital alemao aqui na argentina tava contratando enfermeira e os medicos fazendo a entrevista na frente dos alunos de medicina , entro uma enfermeira deu show na entrevista, curriculo exemplar, mas tinha um broche do che guevara , pequeno mas um doutor notou , no final da entrevista , ela levantou , o doutor perguntou , me explica o pq do broche , ela respondeu , "e pq che queria revolucionar fazer bem pra todo mundo , isso e aquilo ( a visao errada do che ao meu ver)" , o doutor respondeu assim , primeiro leia mas sobre o che , segundo antes de querer revolucionar o mundo , faça uma revolucao em seu mundo pq veja que nem emprego voce tem...
    A maioria das pessoas só estão vivas porque é ilegal atirar nelas... por isso bebo para transformar elas mais interessantes...

  3. Os seguintes usuários disseram obrigado à krosssssss por esta útil mensagem:

    Nevil  (16-06-2010)

  4. #3
    ELITE do MA Avatar de Nevil
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    Padrão Re: Ex-petista escreve livro contra partido e era Lula; leia trecho de "O Chefe"

    Isso é porque o escritor não arrumou uma 'boquinha' no atual governo e ficou puto, rsrs..
    Também concordo com o Kross, quem não se dá bem mete o pau no presidente, governo, etc, "o Brasil é o país do futuro" quem nunca ouviu isso? aff.. eu quero construir o presente.
    Tem que estuda, trabalha pra conseguir o que se quer, nada vem de graça e se vem é só paulada Ahauahu

  5. #4
    membro do MA Avatar de Booom
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    Padrão Re: Ex-petista escreve livro contra partido e era Lula; leia trecho de "O Chefe"

    È sempre assim, época de eleição sempre começa a aparecer esse tipo de coisa..ex partidario, filho perdido, acessor frustrado etc..
    Here comes the boom!

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